Conheça o meu Estúdio

Em dezembro de 2017 me mudei para novo endereço, para uma casa melhor localizada na minha cidade e onde há mais espaço para eu dar aulas. A mudança foi um turbilhão, o transporte do piano foi agendado para o fim de novembro enquanto eu estava no Encontro de Pedagogia do Piano em Santa Maria!!! Por alguns dias precisei transitar entre o endereço novo e o antigo para dar aulas e carregar materiais antes da mudança definitiva.

Aqui há uma foto da chegada do piano registrada pela minha mãe:

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Gostaria de compartilhar com vocês como meu estúdio está organizado este ano. Gosto de bastante espaço porque é muito difícil para mim dar aulas sem movimentos corporais. Para manter o espaço amplo me preocupei em me organizar no menor número de armários possível. Os armários estão cheios de cestas e pastas fáceis de serem empilhadas e manuseadas facilitando a busca de materiais mesmo que estejam mais embaixo. Como também gosto de incluir na aula momentos breves de atividades longe do piano, e já tendo em mente as aulas coletivas dos meus alunos, incluí na sala também uma mesa arredondada. Para sentarem ao redor da mesa serão utilizadas banquetas para piano (que ainda precisam ser adquiridas!!).

Fiz um singelo vídeo de apresentação do estúdio o qual você pode assistir abaixo. Espero que aprecie!

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Criando imagens para edição de folhas trabalhos e jogos musicais

Imagino que muitos professores de piano estejam neste momento recebendo seus alunos de volta às aulas. Este é, portanto, tempo de revisar, decidi então compartilhar recursos para que vocês mesmos possam elaborar seus recursos de revisão. Pode ser que nem todos sejam adeptos das folhinhas de trabalho (ou teminhas de casa) para revisar elementos teóricos, de qualquer forma estes recursos que hoje lhes trago podem também ser usados para a elaboração de jogos personalizados por vocês mesmos.

A autora do blog Color In My Piano, Joy Morin, compartilhou há anos atrás em seu blog uma penca de imagens em png de diversos símbolos musicais, pautas em diferentes tamanhos, teclados de variadas extensões etc… As imagens em formato png são ótimas porque possuem fundo transparente, o que permite a sobreposição de símbolos em qualquer programa que permita a manipulação de imagens (Publisher, Inkscape, ou até mesmo o Word…). Além disto, este formato de imagem mantém sua qualidade, o que significa que a sobreposição de mais imagens não as deformará, por exemplo. Você pode baixar o pacote de todas as imagens editadas por Joy Morin clicando aqui.

Joy Morin também publicou em seu canal no Youtube um vídeo-tutorial explicando como você pode usar estas imagens no Publisher (que você pode assistir a seguir). (Eu gosto de trabalhar com o programa Inkscape, que é totalmente gratuito, mas confesso que o Publisher é mais rápido e simples no que se refere ao alinhamento de objetos).

Da minha parte, disponibilizo aqui  uma ferramenta para você criarem suas próprias imagens em .png. Trata-se de um arquivo aberto do Musescore onde há uma pequena pauta configurada para poder editar diversas imagens em tamanho padrão e com maior rapidez. Você poderá baixar este arquivo clicando aqui.

Para abrir o arquivo e editar você precisa ter instalado no seu computador o software de edição de partituras Musescore, que é totalmente gratuito e, diga-se de passagem, fantástico. Você pode fazer download do software no site oficial clicando aqui. Após acrescentar na pauta as notas ou símbolos que você precisar, basta exportar em png para depois carrega-lo nos mesmos programas de edição anteriormente citados (Publisher, Inkscape, Word…).

Para auxiliar quem ficar com dúvidas sobre como utilizar este arquivo que disponibilizei para vocês, fiz um singelo vídeo-tutorial que pode ser assistido no meu canal do YouTube ou abaixo.

Espero que aproveitem!

IV Encontro sobre Pedagogia do Piano (EPP) 2017 (4)

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Durante os dias 23 e 24 de novembro eu estivesse assistindo uma série de palestras no IV Encontro sobre Pedagogia do Piano que ocorreu na Universidade de Santa Maria – RS. Vou compartilhar com vocês alguns pontos que anotei sobre cada palestra, divididos em quatro postagens no blog, uma para cada turno dos dois dias.

 

Dia 24/11 – Sexta-feira

 

14h30 às 15h20 – Iniciação ao piano colaborativo: princípios e fundamentos.

Palestrante: Taiur Agnoletto Fontana

Apresentou as diversas possibilidades de atuação do pianista corropetidor, bem como as funções que o piano pode desempenhar (representar uma orquestra com redução, acompanhar outros instrumentos, servir como fundo para a realização de uma dança etc). Sugere como repertório introdutório para o desenvolvimento da prática do acompanhamento de outro instrumento o método de violino de Suzuki, trabalhando a uniformidade da execução. Afirma que leitura e transposição são duas habilidades importantes e prévias para a corropetição e que podem e devem ser trabalhados desde aulas de inciação.

 

15h30 às 16h20 –  Aspectos e estratégias pedagógicas voltadas à percepção e à abordagem do piano enquanto provedor de planos sonoros.

Palestrante: Luciana Sayure

A autora reforça que o repertório pianístico é um repertório de camadas.Propôs o estudo de peças escritas em duas camadas como, por exemplo, as peças do Mikrokosmos de Béla Bartók e invenções, variando as dinâmicas e articulações entre mãos para desenvolver a dissociação. Quanto ao repertório com três ou mais camadas (baixo, melodia, e preenchimento, por exemplo), discorreu sobre as vantagens de estudar elas separadamente, decorando cada uma, seguido do estudo de diferentes combinações entre as camadas. Quando há passagens de melodias e uma mão para outra, ou melodias tocadas com um mesmo dedo, como muitas vezes ocorre apenas, possibilitando desta forma que o estudante ouça o resultado sonoro a ser tocado.

 

Após as palestras da tarde acorreram masterclasses com professores convidados direcionadas para as crianças, estudantes dos professores que estavam no evento.

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Clique aqui para acessar ao texto 1 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 2 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 3 sobre o EPP 2017.

IV Encontro sobre Pedagogia do Piano (EPP) 2017 (3)

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Durante os dias 23 e 24 de novembro eu estivesse assistindo uma série de palestras no IV Encontro sobre Pedagogia do Piano que ocorreu na Universidade de Santa Maria – RS. Vou compartilhar com vocês alguns pontos que anotei sobre cada palestra, divididos em quatro postagens no blog, uma para cada turno dos dois dias.

 

Dia 24/11 – Sexta-feira

 

8h30 às 9h20 – As peças infantis para piano de Lorenzo Fernandez.

Palestrante: Vera Portinho Vianna

A palestrante apresentou o repertório de Lorenzo Fernandez dedicado ao universo infantil, bem como os elementos musicais possíveis de ser explorados com as peças do compositor visando o desenvolvimento técnico interpretativo dos alunos. A família do compositor já adiantou o trabalho de disponibilizar as partituras para domínio público, e boa parte do repertório pode ser baixado gratuitamente no site http://lorenzofernandez.org/ (clique aqui para acessar o catálogo de obras para piano disponibilizadas no site).

 

9h30 às 10h20 – Projeto Piano Forte: uma ação que transforma realidades

Palestrante: Cheisa Goulart

Cheisa compartilhou o passo a passo do desenvolvimento de seu estúdio de piano, e também o surgimento e desenvolvimento do seu projeto intitulado Piano Forte que atende crianças em situação de carência financeira desmistificando para elas o acesso ao piano. Para conhecer mais sobre o projeto acesse o site clicando aqui. Também relatou as atividades desenvolvidas com os alunos em seu estúdio, diante da realidade dos estudantes que não desenvolvem o hábito de praticar o instrumento ao longo da semana. Dentre as inúmeras atividades que promove para os estudantes, eu gostaria de ressaltar as tarefas que devem ser gravadas e enviadas via whatsapp para a professora, o que resulta até mesmo no envolvimento dos pais com a prática dos alunos, uma vez que devem segurar o celular para gravar, por exemplo. Em relação ao desenvolvimento as atividades de piano em grupo desenvolvidas, Cheisa fez referência principalmente àquelas orientadas na formação oferecida por Naira Poloni para professores de piano. Para quem possui interesse em se aprofundar na temática, sugiro o acompanhamento da página do Facebook de Naira, Piano em grupo.

 

10h30 às 11h30 – Meu primeiro recital: do ensaio ao espetáculo

Palestrante: Maria Luiza Zani

Maria Zani discorreu sobre os detalhes que necessitam de atenção para um bom planejamento e realização de um recital: desde a busca de crescimento por parte do professor, o conhecer as necessidades dos alunos, até a escolha do espaço (que inclui, além da disponibilidade de um piano, luzes e saídas de emergência) e da data. Também atentou para a escolha do repertório e abrangência de gêneros, a formação, atenção e interesse do público. Quando à este, a palestrante sugere ações que podem reforçar, como, por exemplo, dedicando o evento à pessoas da comunidade que estejam ligadas e tenham feito boas ações para a promoção musical da cidade, como também a participação de outros instrumentistas para duetos ou espetáculos de dança acompanhados pelos alunos de piano. Também chamou a atenção para as vantagens de parcerias com pequenas empresas (cuja proposta deve ser apresentada com vocabulário não musical e acessível o possível parceiro). Por fim, sugeriu o registro do recital, tanto em vídeo, para os alunos acompanhem seu próprio desenvolvimento, como também em anotações pessoais do professor como auxílio para futuros recitais.

 

11h30 às 12h30 – A abordagem pedagógica de um repertório inovador nos aspectos rítmicos, melódicos e folclóricos com alunos de diferentes idades e níveis. (videoconferência)

Palestrantes: Aline Boyd,  Daniel Taborda e Mirka da Pieva (Alda Music Publisher)

DSCN8684.JPGOs integrantes da recente editora Alda Music Publisher apresentaram detalhadamente o repertório o qual juntos estão elaborando para atender à necessidade de desenvolvimento técnico pianístico dos alunos dos mais diversos níveis com uma maior riqueza de ritmos, harmonias, melodias e ritmos. O repertório é incrivelmente musical, e, como sugerem os autores, a mesma peça pode e deve ser ensinada partes por imitação, partes com leitura. Todas as peças podem ser adquiridas em PDF pelo site da editora (clique aqui para acessar). O site também oferece visualizações prévias das partituras, bem como áudios e vídeos de estudantes executando as peças. Há ainda três peças que, com a utilização de um código, poderá ser baixada gratuitamente. Para mais informações a respeito destes código acesse a página do facebook Alda Music Publisher.

 

Clique aqui para acessar ao texto 1 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 2 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 4 sobre o EPP 2017.

IV Encontro sobre Pedagogia do Piano (EPP) 2017 (2)

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Durante os dias 23 e 24 de novembro eu estivesse assistindo uma série de palestras no IV Encontro sobre Pedagogia do Piano que ocorreu na Universidade de Santa Maria – RS. Vou compartilhar com vocês alguns pontos que anotei sobre cada palestra, divididos em quatro postagens no blog, uma para cada turno dos dois dias.

 

Dia 23/11 – Quinta-feira

 

14h30 às 15h20 – As peças didáticas para piano solo de Vieira Brandão.

Palestrante: Mauren Frey

Apresentou o repertório didático de João Vieira Brandão. A classificação das peças como didáticas está relaciona ao público alvo para qual o compositor escreveu suas peças: muitas são dedicadas aos próprios filhos. Mauren apresenta as conclusões de sua tese, onde, apoiada em escritos do próprio Vieira Brandão, relaciona cada peça a estéticas e estilos composicionais de nomes específicos, sugerindo que as peças cumprem a função de introduzir os estudantes aos diferentes estilos. Mauren revisou peças de Vieira Brandão, e suas edições se encontram disponíveis anexas em sua tese que pode se acessada no Repositório Digital da UFRGS (clique aqui para ver). A palestrante também possui algumas gravações do repertório que podem ser assistidas no canal do YouTube do projeto Piano Pérolas (clique aqui para acessar os vídeos).

 

15h30 às 17h – Rodízio e prática pianística: um sistema de organização do estudo, suas bases e aplicação

Palestrante: Maria Bernardete Póvoas

A professora Bernadete apresentou o sistema de organização de estudo que utiliza com seus estudantes. O sistema, adotado há anos, está só então em processo de teorização. Consiste em fracionar o repertório em pequenos trechos musicais (motivos, frases, etc, chamados unidades de estudo e numeradas), e estudar consistentemente durante 20 ou 25 minutos cada parte, fazendo pausas após três seções de estudo (de repertórios distintos). A professora também sugere a elaboração uma tabela para auxiliar na distribuição do repertório a ser estudado, agrupando em uma lista as unidades 1 de cada peça, seguidas das unidades 2, etc. O estudo deve seguir em sequência a tabela.

 

Após as palestras da tarde acorreram masterclasses com professores convidados. Abaixo segue dois registros da que eu participei.

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Clique aqui para acessar ao texto 1 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 3 sobre o EPP 2017.

Clique aqui para acessar o texto 4 sobre o EPP 2017.