Formatei minha aula coletiva: Encontro do Clubinho do Piano – Agosto de 2018

Desde o ano passado venho organizando na manhã do terceiro sábado de cada mês uma aula coletiva onde abordo principalmente história da música e também onde os alunos tem a oportunidade de ensaiar a performance em público tocando uns para os outros. Chamo-as de Encontros do Clubinho do Piano aqui no blog (mas o nome não “colou” entre os pais e alunos).

Como reparei em uma das aulas que estava gastando tempo demais falando de aspectos históricos musicas com palavras e textos e pouco com audição de exemplos musicais e experimentações ao piano, sentei e fiz uma lista de atividades as quais gostaria de cobrir nesta aula.

A estrutura da aula ficou a seguinte:

  • Nos minutos iniciais como recepção enquanto os alunos que já chegaram aguardam a chegada dos outros e também para promover a integração, algum jogo musical competitivo ou não que proporcione principalmente a execução rítmica conjunta entre os alunos.
  • Audição de música ou trecho musical de onde possa suscitar o assunto central da aula, por exemplo: uma forma musical, uma formação instrumental, um estilo composicional etc.
  • Apresentação do compositor com dados sucintos sobre sua vida preferencialmente apresentados com uso de algum livro infantil bem colorido e divertido!
  • Improvisação (Sim! Quero incluir em toda aula coletiva!) em cima de algum aspecto da música ouvida (como por exemplo o próprio tema da música, ou exploração dos registros do piano para representar o conjunto instrumental que a executou).
  • O tempo final será reservado para os alunos tocarem suas músicas.

Pois bem, na aula de agosto recebi os alunos com o jogo BOOM!. Em seguida assistimos ao primeiro movimento do concerto O Inverno de Vivaldi. O tema central da aula era o Concerto: preparei para os alunos um pequeno programa com absolutamente tudo que um programa tem direito (inclusive o endereço do meu estúdio, queria que sentissem como se estivessem literalmente no concerto). Conversamos sobre tudo o que vimos: o a maestro, o solista, o programa, a faz de aplausos no final da música e, portanto, os movimentos e a estrutura do concerto. Tudo isso foi reforçado com um breve trabalho de “complete as lacunas”. Em seguida passei para a vida do compositor, trabalho no qual sempre entrego uma pequena (pequena para não tomar muito tempo) imagem do compositor para colorirem, lacunas para preencher com dados como nome, data e país de origem, e um espaço para escreverem três palavras chaves sobre sua vida!

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Acabei fazendo uma pequena inversão no fim da aula, primeiro os alunos tocaram suas peças e encerramos com a improvisação. O tema da improvisação foi o inverno, cada um imaginou uma cena de inverno (uma nevasca ou flocos de neve caindo delicadamente, por exemplo), e representou a cena imagina com o piano.

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A aula acabou sendo muito mais musical e divertida, e pretendo sempre me organizar para cumprir todas as atividades!

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Composição para o dia do pais

Da mesma maneira como em maio meus estudantes criaram composição em homenagem às mães, agora em agosto fizeram para os pais. Modifiquei algumas instruções para as composições ficarem diferentes e lhes dei mais liberdade (por exemplo, desta vez delimitei as figuras rítmicas que iriam usar, mas eles poderiam escolher a ordem delas dentro de um compasso de 4 tempos).

Como minha câmera fotográfica estragou, precisei gravar apenas o áudio. Utilizei o meu piano digital conectado diretamente ao computador e o software de edição de áudio reaper para as gravações. O ponto positivo foi que desta forma pude fazer cortes de eventuais erros no meio da música, o que também deixou os alunos muito mais confortáveis ao gravar. Para publicar nas redes de uma maneira visual fiz um vídeo com espectro sonoro, o qual você pode conferir abaixo:

Dedoches

DSCN0244.JPGHoje trago mais uma sugestão de ferramenta didática fofa para divertir as aulas de piano principalmente dos estudantes em idade pré-escolares: dedoches! Eles podem servir para identificar o número dos dedos, onde o aluno deve dizer o dedo e a mão em que o dedoche aparece, podem indicar regiões do piano em que aluno deve tocar sua peça, podem servir como platéia ou como inspiração para improvisar uma peça nova.

Uma fofura!

O uso de dois pianos no estúdio

DSCN0247.JPGO texto de hoje é sobre uma experiência que tive como aluna, que pessoalmente me deu uma nova visão (ou uma nova adição?) sobre aulas de piano, e que tratei de tornar frequente no meu estúdio: tocar com o aluno suas peças em outro piano.

Alguns alunos se queixam que isto lhes atrapalhar, eu mesmo me confundo quando minha professora dispara na frente da minha sonata, mas isso trouxe tantos outros benefícios que simplesmente respondo às queixas dos meus alunos com um “tá, agora vamos lá” e sigo fazendo. Em outros momentos dou um tempo para que eles possam se organizar, tocando sozinho, mas têm beneficiado muito o pulso, as dinâmicas, a comparação constante e imediata do resultado sonoro.

Sem contar que aproveito a própria aula dos alunos para manter constante o meu exercício pessoal de escalas e arpejos (fazendo junto com eles).

Eu que cogitei vender meu piano digital e ficar somente com o acústico logo desisti.

E você colega professor, tem dois pianos em sua sala? Como você utiliza ele em suas aulas individuais?

Letras de EVA para seu estúdio

DSCN0246.JPGApós um surto de desespero, descobri que a confusão com expressões italianas, nomes de compositores, nomes de formas etc é uma dificuldade comum à todos os professores de música. Aí o surto passou e fui procurar algo que pudesse ajudar neste sentido: encentrei um pacote de letras de EVA, parece tolo, mas pedir para que os estudantes formem as palavras com estas letras acaba sendo divertido e ajuda na memorização. Não deixo de utilizar elas, principalmente nos Encontros do Clubinho do Piano, nos quais sempre estudamos um compositor e com ele algum conteúdo específico: uma forma, um elemento sonoro, etc. Elas podem ainda ser combinadas, de forma que cada letra que uma palavra que defina o tema de sua aula possam ser utilizada para formar outras tantas palavras dentro do tema. Deixe a própria criatividade dos alunos agirem.

Deixo aqui a minha sugestão.